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Quem sou? António Zumaia
Eu sou o homem que sou… Quebro o gelo e vou em frente. Em amor todo me dou, chego até a ser demente.
Penso em rosas e ternura, que deusa será meu templo; Essa estrela de ventura, que pela noite contemplo.
Sou o homem que me dou; Meu coração é aberto, o pobre que nunca amou, de tristeza está coberto.
Porque um corpo não é templo, onde o amor vou rezar; Pode ser o meu contento, mas não o posso amar.
Só aquela que é divina, é reflectida na lua, água pura e cristalina, na mulher tão bela e nua.
Das estrelas escolherei, aquela que mais brilhar; Pela vida espalharei, o quanto é belo amar.
Sou mesmo o homem que sou… Meus poemas têm perdão; Neles que todo me dou, sem amor no coração.
Sines - Portugal

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