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October 30
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Quem sou? António Zumaia
Eu sou o homem que sou… Quebro o gelo e vou em frente. Em amor todo me dou, chego até a ser demente.
Penso em rosas e ternura, que deusa será meu templo; Essa estrela de ventura, que pela noite contemplo.
Sou o homem que me dou; Meu coração é aberto, o pobre que nunca amou, de tristeza está coberto.
Porque um corpo não é templo, onde o amor vou rezar; Pode ser o meu contento, mas não o posso amar.
Só aquela que é divina, é reflectida na lua, água pura e cristalina, na mulher tão bela e nua.
Das estrelas escolherei, aquela que mais brilhar; Pela vida espalharei, o quanto é belo amar.
Sou mesmo o homem que sou… Meus poemas têm perdão; Neles que todo me dou, sem amor no coração.
Sines - Portugal

| September 23
Rosa minha António Zumaia
Essa rosa que é uma prenda minha, que portas no cabelo com vaidade. Donairosa… pareces a rainha, que eu recordo, na minha saudade.
Assim tão bela mulher enfeitada, as róseas pétalas são teu feitiço. Porque os beijos dessa boca amada, fazem amor neste homem... só isso.
No leito do amor eu quero rosas; Ser a vida que a mulher despertou, teu gemido é som das gloriosas, nessa cama onde o amor começou.
Foi o delírio de rosas mulher, o teu amor espraiando a eito. Teu corpo, meu fado que se fizer, nas rosas perfumadas do teu leito.
Dessa vida eu não vou esquecer; Na penumbra da vida que vai indo, momentos que me fizeste viver, foram da vida, sempre o mais lindo.
Sines - Portugal 22/09/2008
| August 03

Essa rosa António Zumaia
As rosas orvalhadas do seu chão; Atapetando assim o seu destino. Perfazem a mais bela ilusão e fazem do poeta um peregrino. Procura a beleza que um dia, desfrutou na vida… a triste sina. Ao ver que nos espinhos se feria e nesse seu perfume de menina.
Na liberdade que os deuses lhe deram, usou essas pétalas no prazer. Então os deuses quando o souberam, viram que não merecia sofrer.
As pétalas marcaram poesia, naquele divino livro da vida. Nos versos que o poeta escrevia, é divinizar a mulher querida.
Perdeu-se nas pétalas ressequidas, mas fez poemas à bela e formosa… Abraçou essas pétalas queridas; Pois na verdade, amou aquela rosa.
Sines - Portugal
03/08/2008

| July 23
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Perdido... António Zumaia
Foi no teu belo corpo, doce mel que os deuses, construíram seu altar... Cunhando o teu retracto no broquel, numa dura luta, para me afastar.
Perdi-me na tempestade da vida e já nem sei... se lutar por ti quero... Derramei sangue, pois esta ferida foi para mim, um castigo bem severo.
Que os deuses consumam o teu carinho, mas cegarei, pois eu não quero ver, manchas de prazer, em lençóis de linho.
Nesses lençóis, que um dia pensei ter...
Que venha o Baco e me traga o vinho; Embriagado, até posso viver...
Sines – Portugal
| July 07
Doce mistério António Zumaia
És mulher doce mistério. Enfeitada. Rosa minha; Desta alma refrigério, do meu corpo a rainha.
As rosas na tua cama, é lua no roseiral… Branca e nua por mim chama, sem do amor um sinal.
Deu tudo, mas acabou… Farta lua que me chama, a melodia findou, nas rosas da tua cama.
Nessas pétalas perdida, dádiva sem ter pudor… Não foi sonho, não foi vida; Porque não houve amor.
Estoril - Portugal

| June 27
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Cantada da Loucura António Zumaia
Porque juntos vamos desdenhar, O brilho do sol, a sombra da lua... Vogando nos céus vamos amar, Juntando nossos corpos na lua... Mostrar aos deuses desdenhosos Quando amamos, somos formosos...
Vamos no monte Olimpo amar, Compor com... Ulisses a força, A Baco a razão de se embriagar... A Diana perder na caça a corça... Mostrar ao mundo esta Odisséia, Desta guerra de deuses...
Do nosso amor, compor linda melodia, Do mais belo som, que quero celestial, Nele, as cores que o arco-íris irradia. Que para nós será um mundo sem final. Seremos um só... gritando o amor. Neste mundo triste... a alegria compor...
Vamos mostrar a razão desta Cantada, Que tu e eu somos melodia e beleza Tu por mim, imensamente amada. E do teu amor, já tenho a certeza...
Sines - Portugal

| June 20
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Tu, minha rosa. António Zumaia
Foste rosa eu bem sei; Perdi-me no teu perfume e de tal forma amei, que me perdi no ciúme.
As pétalas me acolheram, como homem que se ama; Em loucura se perderam, nos lençóis de tua cama.
Houve amor… é bem verdade; Mas como flor se esqueceu. Nem sequer houve saudade, de tudo que se viveu.
Quedas flor jogada a eito, no fundo do meu quintal. Sem recordação do teu leito, por me fazeres tanto mal.
Rosa linda e perfumada, nos teus espinhos rasgaste, esta alma enamorada… Quando tu me abandonaste.
Quero rosas… tenho rosas! Belas, de todas as cores. Passam por mim bem formosas, é sina de trovadores.
Estoril - Portugal
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